O Projeto Origens Africanas convida o público a ajudar na identificação das origens históricas de africanos trazidos pelo tráfico transatlântico de escravos. Esta página contém informações sobre milhares de africanos resgatados de navios negreiros em princípios do século XIX. Pessoas com conhecimento de línguas africanas, práticas culturais de nomeação e grupos étnicos podem ajudar a determinar as origens desses africanos identificando a provável origem etno-linguística de seus nomes.
Para mais informações contacte a equipe do Projeto Origens Africanas.
O projeto Origens Africanas é resultado do trabalho de G. Ugo Nwokeji e David Eltis que, em 2002, utilizaram nomes gravados em áudio encontrados nos arquivos das Comissões Mistas de Havana, Cuba, e Freetown, Serra Leoa, para identificar suas prováveis origens etno-linguísticas. Os nomes gravados foram pronunciados por pessoas fluentes na mesma língua e sotaque que os oficiais das Comissões Mistas provavelmente falavam (por exemplo, Eltis e Nwokeji utilizaram um falante de espanhol com sotaque cubano para pronunciar nomes encontrados em registros de Havana). Isso ajudou a relacionar a pronúncia de um nome à sua grafia e, conseqüentemente, possibilitou que se chegasse à conclusões mais apuradas acerca das origens étnicas de um nome do que a utilização exclusiva do nome escrito permitia. Eltis e Nwokeji tocaram tais gravações para colaboradores na Nigéria, Serra Leoa e Angola, bem como para membros da diáspora africana em partes da América do Norte. Através das gravações, esses indivíduos foram capazes de identificar o provável grupo étnico ao qual o nome pertencia. Apesar do sucesso da pesquisa individual com informantes, a mesma se mostrou extremamente trabalhosa em termos de tempo gasto e resultou em pouco mais do que duas identificações para cada africano existente no banco de dados. Isso levou os pesquisadores a buscar um método online que possibilitasse a participação de voluntários interessados em contribuir para o projeto.
Muitas pessoas contribuíram para a criação e implementação desta página, dentre elas (todas afiliadas com à Emory University, exceto quando indicado):
Além dos numerosos e anônimos membros do público cujas sugestões tiveram e continuarão a ter importância fundamental na reconstrução da história de africanos, nós gostaríamos de agradecer os indivíduos à seguir, cujo conhecimento, tempo e pesquisa foram inestimáveis para a criação deste projeto.
Emory University é internacionalmente reconhecida como uma comunidade diversificada voltada à pesquisa e engajada eticamente. Os seus membros trabalham coletivamente para a transformação positiva do mundo através da liderança no ensino, pesquisa, saúde e ações sociais. As bibliotecas da Emory University tiveram um papel fundamental na construção de uma rede nacional de bibliotecas digitais e programas educativos que tornam a biblioteca um destino comum para estudantes e pesquisadores.
O programa de bolsas da Emory University Office of the Provost’s Research Collaboration in the Humanities (Colaboração na Pesquisa em Humanidades do Departamento do Diretor da Universidade Emory) promove pesquisas interdisciplinares nas humanidades e colaborações multidisciplinares entre as humanidades e as ciênciais sociais e as ciências exatas. O programa de bolsas baseia-se na força da Emory nas humanidades enquanto promove novos diálogos entre as mais diversas disciplinas.
O National Endowment for the Humanities (NEH) é uma agência independente do governo dos Estados Unidos provedora de bolsas de pesquisa e que se dedica à financiar pesquisa, educação, preservação e programas públicos nas humanidades. Financiamento para o projeto Origens Africanas foi providenciado através da Division of Preservation and Access (Divisão de Preservação e Acesso) da NEH, que oferece liderança e apoio ao esforço nacional em preservar e possibilitar o acesso à herança cultural que constitui a base da pesquisa, educação e programas públicos nas humanidades.
O W.E.B. Du Bois Institute for African and African American Research estimula o estudo e compreensão das experiências na diáspora africana através de bolsas para pesquisadores e financiamento de um vasto leque de eventos e projetos culturais e educacionais.
O número de pessoas que apoiou este projeto e sua equipe é grande demais para ser listado aqui. Além do agradecimento sincero aos diversos indivíduos da Emory University, Emory University Libraries e do National Endowment for the Humanities que auxiliaram neste projeto, gostaríamos de agradecer especialmente à Marcy Alexander e Allison Rollins do Departamento de História da Emory University por toda a atenção e cuidado com que atenderam as necessidades administrativas deste projeto.